sexta-feira, 4 de setembro de 2009

RIFA DO QUADRO






RIFA : QUADRO TELA MISTA DOADO PELA ARTISTA PLÁSTICA ROSANA BAQUETA


NÚMERO SORTEADO: 674, GANHADORA: Rosimar José de Florianópolis


A Associação Amor Pra Down agradece de coração a doação recebida, atitude como essa é que incentiva nosso trabalho e faz com que se torne mais prazerosa e gratificante nossa jornada e assim consigamos alcançar nossos objetivos que são sempre em pról das pessoas com Síndrome de Down.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

MACARRONADA AMOR PRA DOWN

Macarronada do dia das Mães da
ASSOCIAÇÃO AMOR PRA DOWN

O Restaurante Pharol ficou repleto de gente queria e muito especial. Uma noite agradável onde cada participante saiu mais rico, sem falar que a comida estava uma delícia! Vou transcrever aqui as palavras que o presidente da entidade, Luiz Kappel proferiu em discurso durante a noite, assim vocês entendem um pouco mais da entidade e seus anjos.
Palavras do Presidente

Querido amigo Claudio Dalvesco, nosso querido vice-prefeito. – Muito obrigado por sua presença.
Amigos! Muito obrigado mesmo pela presença de todos, mas muito 0brgiado mesmo e principalmente pelos quinze reais que estão dando para associação amor pra Down. Ao comprarem o ingresso para esta macarronada. Vocês não têm idéia da importância deste dinheiro! A situação da associação é difícil, mas com esta entrada poderemos dar uma respirada e continuarmos assim dando suporte as nossas crianças Down.. Agora, podem ter certeza, no momento em que vocês entenderem esta importância, vocês estarão definitivamente integrados a Associação Amor pra Down.Gente! Não vou fazer discurso não, pois também estou morrendo de fone. Mas me permitam contar uma historia, que aconteceu há muitos anos atrás, mas muitos anos mesmo. Aliás, eu nem era deste tempo. Mas a história é fantástica.Contaram-me que Deus, há muitos anos mandou um anjo para terra para salvar a alma dos homens. Um anjo que se eu não me engano se chamava Jesus! Vocês lembram-se desta história? É, a gente esquece muito fácil as histórias que nos contam. Mas esta é verdadeira. Jesus veio, com o intuito de salvar a alma de todos os homens. Pois o cassino estava grande de mais.Mas o que foi que nós fizemos com o homem que veio nos salvar. Enchemos o cara de bordoadas, demos-lhe uma tremenda surra com um chicote cheio de ganchinhos nas pontas que ao tocar no corpo tirava pedaços de seu couro, e não contentes com a maldade, colocamos uma coroa de espinhos em sua cabeça e para terminar crucificamos o cara. Tchê loco! Matamos o cara.!!
Mas antes morrer, ele disse – PAI PERDOE-OS, POIS ELES NÃO SABEM O QUE FAZEM.Três dias depois, Deus o levou de volta. Nossa! Jamais deixaria seu filho no meio destes loucos varridos. Eu mando meu filho para protegê-los e eles o matam!!! Caracas! Pensou Deus.Mas com sua infinita bondade e lembrando-se das palavras do seu filho antes de morrer, Ele continuou por mais de 2 mil anos, alias, até hoje, nos mandando anjinhos a todo momento. E assim como Jesus, nós podemos tocá-los e enxergá-los. Como Jesus eles vêem para nos proteger, orientar e principalmente fazer com que a gente pense!!! Nos mostram que temos que ser protagonistas de nossas existências e não morrer na platéia comandados pelos que os outros acham ou dizem.. Assim como Jesus eles são carinhosos, amáveis e muito queridos. Eu particularmente sou um privilegiado, pois um destes anjinhos veio pára dentro da minha casa! tchê, mora comigo!
Fantático!
Meus amigos!
Errar uma vez, faz parte, mas errar duas vezes é muita burrice.
ENTÃO! POR FAVOR, NOS AJUDEM A CUIDAR DESTES ANJINHOS, QUE COMO JESUS VIERAM PARA NOS PROTEGER, CUIDAR, AMAR E ENSINAR A BONDADE DIVINA.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

INCLUSÃO PARA A AUTONOMIA

"Está definido o tema da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down-FBASD para o Dia internacional da Síndrome de Down que, nesse ano, é ainda mais significativo pelo aniversário de 50 anos da descoberta da trissomia do cromossomo 21, por Jèrôme Lejeune.

INCLUSÃO PARA A AUTONOMIA, é a frase escolhida e que resume para o que trabalhamos, o que esperamos e o que devemos oferecer aos nossos filhos e filhas e parentes com Síndrome de Down.Um ano depois da ratificação da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, reafirmamos o direito à Inclusão Social plena de todas as pessoas.. Inclusão essa garantida pela lei e que deve ser exercida e cumprida pelos governos e por toda sociedade. Nosso objetivo é que as pessoas com Síndrome de Down tornem-se cidadãos respeitados, plenamente inseridos e tenham o direito à autonomia que só acontece em um contexto inclusivo, desde antes do nascimento, passando pelo processo escolar em classes comuns da escola regular e chegando aos anos da maturidade com direitos e deveres idênticos a qualquer outra pessoa e como sujeitos de direitos, aptos para fazer suas escolhas e viver a sua vida e quando necessário com o devido apoioA Convenção será também motivo de comemoração nessa semana do Dia Internacional, pois todos os seus artigos consagram esses direitos pelos quais tanto lutamos e que tanto precisamos para que as pessoas com deficiência intelectual e todas as pessoas com deficiência tenham acesso a uma vida digna, autônoma e independente.

INCLUSÃO PARA A AUTONOMIA, vamos divulgar essa frase, pois ela é a chave para a acessibilidade, para que os familiares confiem em seus filhos e parentes com Síndrome de Down e para que tenhamos ainda mais estímulo para lutar para que as leis sejam cumpridas."

Claudia Grabois-Presidente
Fabio Adiron-1o Relações Públicas

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008


Primeiramente, vou me apresentar; meu nome é Rafael Espíndola, trabalho com o Kappel aqui no MAPA e sou o responsável pela criação do BLOG da Associação Amor Prá Down. Sei que nosso Blog está desatualizado. Mas é que fui atingido pelas enchentes e estava sem acessar, com isso, também muito atarefado pela reconstrução em minha casa. Agora estou de volta, e com a permissão do Kappel publico esta minha experiência abaixo; espero que gostem. Valeu pessoal:

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Quando naquela enchente em 83/84 atingiu a casa dos meus pais, ali na Fazenda, na Rua Aladi S. Bini, eu estava com meus sete, oito anos. Lembro que a água entrou cerca de cinqüenta centrímetos, e perdemos alguns móveis. Não pensava naquela época que um dia eu passaria por tal situação. Não pensava que a água barrenta do Itajaí Mirim alagaria a nossa rua, depois subiria a calçada, tomaria nosso jardim, entraria pelos ralos e logo depois sem pedir licença invadiria minha casa. E eu teimoso, falava para minha esposa:
- Essa água vai baixar; nossa casa é alta.

Ela temerosa, claro porque muitas das coisas que temos na nossa casinha ainda estamos pagando; me pressagiava que aquilo não pararia ali e subiria mais. Eu, insisti e permaneci na casa, vendo inclusive aquela tragédia tomar nosso carro estacionado na garagem. Acompanhamos pela janelinha os botes passando pela rua com pessoas chorando, assustadas. Resisti até ás cinco e vinte da manhã do domingo, quando então apanhamos alguns documentos pessoais e resolvemos sair da nossa casa. Coloquei nossa cadelinha fox dentro da jaqueta, abracei minha esposa e com os olhos cheio de lágrimas fomos caminhando pela água barrenta que na rua já nos tomava a cintura. Uma cena de horror, vendo animais se protegendo sob os carros, sob os telhados. Muitas pessoas como eu e minha esposa também rumavam desoladas.
Lembro naquele momento que eu esqueci de tudo o que de material tinha e supliquei a Deus que protegesse a todos. Eu estava com medo !

Caminhamos pela Nilo Simas e conseguimos uma carona de um caminhão que nos levou até a rodoviária. Lá uma amiga nos levou até a casa de familiares que já nos esperavam assustados. Naquele momento até a cachorrinha procurava o calor humano, uma toalha seca. Ainda naquele dia procuramos um barco e naquela tarde conseguimos uma batera a remo (emprestada pela Associação Náutica de Itajaí situada na beira rio). E de lá esperançosos que pudéssemos recuperar algo em nossa casa seguimos ao desconhecido. Eu não esperava encontrar aquilo, era cena triste, desoladora e aterrorizante. Ao pular do barco na calçada da minha casa, fiquei somente com o pescoço para cima de fora da água. Fui subindo o terreno e ao entrar na minha casa, tudo que tínhamos erguido estava debaixo da água ou boiando. Pouco se recuperou, não podíamos também levar muitas coisas. A batera era pequena. Lembro que no trajeto de volta dei um adeus aquele nosso “cantinho”. Descarregamos o barco e com forças celestiais fomos salvando as pessoas que encontravam-se ilhadas, fazendo muitas viagens pelas ruas do Promorar.
Aquele dia ficou registrado em minha mente. Senti-me a melhor das pessoas ao ajudar o próximo. A tristeza tinha dado espaço para a solidariedade.

A água porém continuou a subir até a segunda-feira e só pude retornar a minha casa na quinta-feira para limpar e recuperar alguns pertences. Amigos verdadeiros nestas horas apareceram de tudo quanto é lado e nos prestaram ajuda na limpeza e doação de alimentos, água e colchão.

Hoje nós estamos reerguendo nossas vidas com muita vontade, solidariedade e trabalho. Agradeço a Deus por possuir um emprego, por ter conduzido minha família em segurança e por ter conhecido meus verdadeiros amigos.


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Rafael Espíndola

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

SÓ O AMOR FAZ A DIFERENÇA

Está frase se tornou uma experiência de vida para mim como pessoa e Psicóloga. Durante os 5 anos de graduação do curso de Psicologia, nunca tive contato com SD, a única experiência que posso dizer que tive foi em sala de aula quando a professora falava da síndrome, mas se referindo como Deficientes Mentais, então isto era a base que eu tinha sobre uma pessoa que tivesse Síndrome de Down. Eu sempre tive claro na minha cabeça que trabalhar com portadores de alguma síndrome ou deficiência, era a área que não desejava para mim, mas quando você começa a se envolver, conhecer, participar e ter convívio com essas pessoas maravilhosas, você percebe que eles não são diferentes que nós, apenas levam consigo uma síndrome e com ela algumas dificuldades que com muita dedicação e estimulo nada é impossível, e agora posso dizer de coração e com alegria, uma síndrome maravilhosa, especial, amável, querida, amigos, e muitas outras características...
A proposta para estar atuando na Associação Amor pra Down era primeiramente na área de Psicologia Organizacional, mas o tempo passou, o pensamento mudou, a convivência com as crianças e com as pessoas da Associação me fizeram ver tudo de outra forma. O contato com as crianças no dia a dia despertou em mim um desejo enorme em estar trabalhando juntamente com elas, estar ajudando e compartilhando coisas boas e ruins também na vida delas. A sinceridade, amizade, o amor, o carinho, companheirismo e muito mais me levaram a querer cada vez mais a presença deles ao meu lado para juntos fazermos um bom trabalho.
O que mais me encanta é a história de vida de cada um, a relação familiar, o convívio com as pessoas e amigos, a alegria de viver. O sorriso de cada um, com seu jeito especial de ser, me faz cada dia mais adorá-los e admirá-los.
Os profissionais e pais maravilhosos que estão presentes na Associação me ensinam muito a entender a Síndrome, todas as características. Fico impressionada com o amor e o carinho de todos eles pelas crianças que freqüentam a Associação. Com isto com certeza minha satisfação de estar contribuindo com eles aumenta e a minha alegria de estar podendo ajudar e fazer parte da vida de cada um, seja profissional, pais e as crianças.
O receio que tinha em estar presente com a SD foi demolido, pois muitas coisas boas aconteceram, foi desmistificado para mim através de muitas conversas com a Educadora Especial Fabiana, com os pais e com as próprias crianças, e agora só tenho a agradecer e muito por estar presente neste círculo maravilhoso de puro amor e amizade.

Josiely F. Bertollo
Psicóloga e amiga da Associação Amor pra Down.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Depoimento


Bem! Penso que nós todos somos uma estrela com uma missão nesse mundo! Certa vez um homem ao chegar em casa, viu sua esposa com uma doença rara, deitada em uma cama, sem dinheiro sua família foi perdendo o rumo. A filha adolescente acabou se prostituindo, já o filho mais velho, de apenas vinte anos se envolveu com drogas. O pai diante de tantos fatos novos pensou: O que devo fazer? Ir embora? Deixar tudo pra trás? Matar-me? Ou matar os três? O que fazer nessa hora?!
Com certeza a noticia e os fatos tudo ao mesmo tempo sem saber como lidar com a situação e o conflito com o próprio EU? Imagine o grande sentimento de culpa, frustração, decepção e angústia que passaram pela cabeça desse homem, que idealizava uma família “perfeita”...
Mas, afinal? O que é perfeito? Como chegar a perfeição se nós somos tão limitados e presos ao nosso EU? Se olhássemos em volta, veríamos que Deus nos deu tudo pra desfrutarmos... A praia, a natureza, a vida!E o principal sentimento... AMOR!
Uma estrela só nasce quando uma morre tudo tem seu preço... Pode ser bom ou ruim! Depende da forma que encaramos a cada situação.
Se vejo um mundo com esperança e amor,colherei meus sonhos. Se vemos desgraça e terrorismo ao nosso redor, colheremos guerra. Se quero paz e respeito, devo acreditar em dias melhores e lutar para que haja igualdade e solidariedade! Desistir? Nunca! Lutar sempre...
Bem, voltando para o pai, o fim é trágico, pois ele não acreditou na sua estrela, nem na diferença que ele fizera na sua família, onde todos esperavam dele uma pequena atitude... Pedir ajuda... Mas fraco, largou mão de seus sonhos seus propósitos e se matou! Um fim triste, que poderia ter sido feliz! Com a notícia a mídia e população conseguiram pois cientistas descobriram cura para a mãe. A filha deixou a prostituição voltou a estudar e o filho foi para uma clinica e hoje está curado e recuperado, trabalha ajudando os outros vicíados .
Todos temos uma missão de brilhar aqui na terra!
Beijos
Márcia mãe de Laura Carollo Síndrome de Down.
Sei que vocês não me conhecem por isso vou me apresentar:
Meu nome é Márcia tenho uma filha de 3 anos, ela nasceu em 04/03/2005 em Balneário Camboriú- SC
A gravidez foi tranqüila, tudo normal e essa história aconteceu comigo “ ( eu seria o pai da história)”, mas do contrário do pai eu fui a luta e tive a humildade de pedir ajuda, estudei sobre o caso da minha filha, pesquisei e percebi como sou ignorante e como o universo é rico em conhecimento pelo qual achamos que sabemos tudo e cheguei a conclusão que não sabemos nada. Quando a Laura nasceu ouvi no parto uma voz bem alta dizendo tua filha é DOWN!!!!!!, eu cheia de aparelhos numa cesaria olhei e ninguém falou comigo. Os médicos continuavam fazendo o parto e eu pensava. Será que vou ter uma filha especial? Ah Deus por que? Me perdoa te perguntar, devo estar louca em pensar estas coisas. De repente colocaram minha filha nos meu braços e percebi que não estava louca, acho que estou certa. Fui para o quarto, minha família me apoiou me bajulavam , mas não me contavam e a Laura nada de vir. E então mandei chamar a médica Dra. Mariana e ela toda meiga e delicada me perguntou o que foi mãezinha? Eu disse: minha filha é DOWN por que? Ela olhou em meus olhos e disse por que mamãe? Eu disse pelas características! Então ela confirmou, e eu respondi : Deus me deu ela como um presente, vou amá-la como for, confesso estava assustada. Ao sair do hospital levei minha filha para um pastor pedi oração, força, e a cura para ela, então oramos e senti algo muito forte e uma força muito grande e Deus abençoou minha filha então sabendo que Deus estava comigo e tinha um propósito, com tudo isso eu comecei a lutar por ela. Sabia que ela tinha direito a se aposentar e hoje ela recebe o beneficio , sei que posso comprar um carro com disconto e comprei uma casa em camboriú por causa dela. Sozinha nunca teria conseguido essas conquistas, Não desisti com 4 meses de gravidez fiz um concurso para agente de trânsito em B.C. e passei hoje sou concursada e trabalho 6 horas todos os dias no período das 18:00 as 24:00 hs. Durante o dia levo ela na Fonoaudiologa na Associação Amor Pra Down, na creche , APAE e Eqüoterapia. Todos ajudam no processo de desenvolvimento da Laura com cada profissional é uma estrela e brilha muito, por isso agradeço a Deus por esses anjos , que são anjos escolhidos por Deus, todos os médicos, professores, especialistas, fundações, associações, entidades, prefeitura, governo pelo apoio fica meu muito obrigada! Mas não é a estrela principal é você PAPAI E MAMÃE , não deixe ela se apagar e morrer.
A Laura é minha alegria e minha realização de poder ser mãe de uma princesa, tão inteligente e amorosa. Não olhe com preconceito pois você é o espelho de seu filho e tudo o que você fizer vai refletir em vc! Acredite, teu filho é um anjinho iluminado fundamental para o equilíbrio no mundo pois com eles aprendemos ter pureza e amar o próximo

Márcia Laura José
Balneário Camboriú, 05 de novembro de 2008

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

A ESCOLA DO MEU FILHO ENTENDE SOBRE A SÍNDROME DE DOWN?


O momento inclusivo que vivemos facilitou muito o acesso de crianças com Síndrome de Down (SD) ao ensino regular. As escolas, em sua maioria, estão mais receptivas, mais abertas para a entrada de alunos com necessidades educativas especiais (NEEs).
O acolhimento é importante, seduz pais em um primeiro momento, mas logo mostra não ser suficiente, quando não se verifica uma efetiva aprendizagem. A escola que recebe, nem sempre aceita, nem sempre sabe o que fazer, nem sempre investe na busca de informação: pode pensar que ensinar a criança com SD é mais fácil do que é na realidade, ou que não vale a pena, subestimando a capacidade de aprender daquele aluno, ou ainda exigindo da criança um funcionamento "normal", sem respeitar suas diferenças. Estas visões simplistas e equivocadas sobre a aprendizagem de crianças com SD ocorriam com bastante freqüência, principalmente no início do movimento inclusivo, quando a entrada da criança na escola regular podia ocorrer de modo impositivo, e vinha carregada de noções preconceituosas e generalizadoras.
Hoje as escolas sabem mais sobre a SD, sobre as diferenças entre crianças, sobre as diferentes inteligências de cada aluno. E é da importância desse saber que queremos falar.
O saber pode estar no campo científico e teórico, pois há muito o que conhecer sobre a SD, características que determinam estilos de aprendizagem, como a criança aprende e como a professora deve ensinar, dificuldades sensoriais, aspectos cognitivos referentes à memória e atenção, o ritmo da aprendizagem, a necessidade da adaptação de currículo e de estratégias.... Mas há também o saber baseado no interesse, na capacidade de ver, perceber e se abrir para aquela criança, aprendendo com ela todo um jeito específico de ensinar, de atingir objetivos e de crescer como educador. A criança com dificuldades de aprendizagem ensina e transforma seu professor. O saber então passa pela busca de informações, pela atualização, pelas participações em grupos e palestras, pela abertura à colaboração dos outros profissionais envolvidos. Enfim, saber que tem uma criança com necessidades educativas especiais entre seus alunos, significa que ela, escola, também deve se adaptar à criança.
Escolas necessariamente entendem sobre o desenvolvimento normal das crianças nos aspectos motor, cognitivo, emocional, lingüístico e social. Partindo disso e da observação cuidadosa e detalhada do aluno que sai do padrão (padrão esse, cada vez mais elástico e "despadronizado"), vão poder se adequar a ele, perceber onde estão suas falhas e como trabalhar suas capacidades. Para realizar inclusão, não é necessário que a professora seja especialista na deficiência apresentada pela criança. Significa sim, que a escola e professores precisam adequar seu modo de ensinar, para que cada aluno possa aprender. É preciso explicitar as suas características, sem generalizar ou ignorar suas diferenças. A intenção da inclusão não é "igualar" a criança com SD aos colegas, é fazer com que ela aprenda dentro de suas possibilidades. Mas que aprenda.
Saber da história da criança nos contextos de saúde, familiar e escolar, é fundamental. Outras escolas, outras professoras com quem esteve, têm informações preciosas para transmitir, estratégias que funcionaram (ou não) a compartilhar, perfis de aprendizagem que vão delinear percursos futuros. Informar-se sobre vivências anteriores, crenças e estilo de vida da criança e sua família, traz importantes subsídios para o trabalho. É a partir desse saber que as estratégias são construídas. Saber o que a criança sabe, de onde está partindo, para saber o que aprende, em que áreas está crescendo.
As limitações de uma criança com deficiências podem ser fáceis de identificar, mas e a professora, sabe de si? Se pergunta quais são as suas próprias limitações, suas dificuldades ao ensinar cada aluno? E também é importante saber que saber sobre a SD de uma criança, não significa saber sobre a SD de outra, pois cada uma terá seus talentos, suas preferências, seus jeitos de aprender.
E a família, o que sabe sobre a escola de seu filho?
E a família? Como ela participa dessa vida acadêmica? Basta deixar a criança no portão e buscá-la no final do período, esperando aprendizagens e evoluções?A família que espera aprendizagem, que não se contenta com socialização, precisa assumir seu papel neste processo, no qual a escola não pode ser a única responsável pelos resultados. A aprendizagem é favorecida quando há a formação de uma parceria, uma troca constante de informações entre pais e professores.
Inclusão requer esforços: a escola precisa investir na informação, no conhecimento, na adequação à criança com NEE. Mas a família também deve se comprometer. Os pais são aqueles que melhor conhecem seu filho, sabem como e com o que despertar seu interesse, sabem se acordos e combinados funcionam positivamente, se conflitos frontais valem a pena. Pai, mãe e irmãos sabem se recompensas ou castigos surtem efeito, que tipo de estratégias obtém resultados, sabem como driblar maus humores, birras e a resistência à mudança. Sabem como dar significado a conteúdos e funcionalizar aprendizagens, sabem usar o caminho do afeto, e sabem que as respostas podem demorar a aparecer... Muitas vezes, os pais, durante as lições de casa, acabam tendo idéias, descobrindo macetes e estratégias para a realização de tarefas, e poderiam passar essas dicas para a escola. TODAS as crianças aprendem melhor quando estimuladas em casa e quando suas aprendizagens transcendem o contexto escolar. Pais podem e devem ser envolvidos pela escola na aprendizagem da criança, podem ter um espaço para trazer estratégias que têm bom resultado em casa, mesmo que não haja garantias de que essas mesmas estratégias tenham o mesmo efeito no âmbito escolar.
A escola, por sua vez, sabe como a criança se coloca no grupo, como pratica os valores e expressa a educação que recebe em casa. Essa troca de informações enriquece a todos. Ter conhecimento sobre as prioridades e expectativas de ambos, escola e família, ajuda a reformular os conteúdos de aprendizagem quando necessário, de acordo com cada criança: o que pode ser deixado de lado, o que é vital no contexto familiar ou no escolar, o que parece não ter sido aprendido em um ambiente, mas se manifesta no outro.O saber da criança também é importante. Quando ela sabe que tem SD, tem menos dificuldades para lidar com as limitações impostas pela síndrome, e pode compreender melhor o porquê das estratégias adaptadas. Ela sofre mais com as pressões e reações a que é submetida quando não existe este conhecimento e nem são respeitadas suas reais características.
A evolução do aluno será o resultado da sintonia e da soma dos esforços da família e da escola. Enquanto a escola culpa os pais e os pais culpam a escola, ou se todos culpam a Síndrome de Down pela não-aprendizagem da criança, é ela quem sai perdendo. Não há movimento, não há transformação, o que há é uma criança estacionada, sendo puxada por forças opostas. A aprendizagem do aluno com SD não precisa ser vista como uma batalha, mas certamente como um desafio, onde cada conquista tem seu valor. Ambos, escola e família, devem olhar a criança antes e além da Síndrome, e admitir que apenas trabalhando unidos, de forma compartilhada e coerente, alcançarão resultados.
A criança que percebe que escola e família caminham em uma parceria coerente, se sentirá à vontade para desempenhar seu papel de personagem principal nesse cenário, o de aprendiz que também precisa fazer sua parte nesse processo: como qualquer pessoa, ele precisa querer, ele precisa se interessar e se esforçar para aprender.
(fonte: Josiane Mayr Bibas, Maria Izabel Valente - Grupo AprendizDown)